terça-feira, 8 de maio de 2012

Opinião: Até quando a violência contra a mulher será assunto dos principais noticiários?

No domingo, dia 06 de maio de 2012, o Fantástico exibiu uma matéria especial sobre a violência contra a mulher. Segundo dados consolidados pela reportagem, no Brasil, uma mulher sofre algum tipo de agressão a cada cinco minutos. Com 15 minutos de duração, a matéria trouxe histórias de mulheres que sofrem nas mãosdo namorado, marido ou ex-marido. Além das feridas físicas, os danos psicológicos são quase irreversíveis. Em muitos casos, o sofrimento pode durar anos.


Apesar de estar em vigor desde agosto de 2006, a Lei Maria da Penha não inibe os agressores. As que tomam coragem em denunciar, podem ser mortas horas depois. Tudo isso porque a demanda em julgar o processo é alta. Enquanto isso, o tempo passa e as ameaças continuam até que o pior acontece. Foi o que aconteceu com Anita Sampaio Leite, de 47 anos, que teve o triste caso contado na matéria. A senhora andava com a medida protetiva dentro da bolsa, na esperança de ser atendida, mas não foi o que aconteceu. Ela morreu um dia antes da intimação que pedia sua presença na delegacia para depor sobre as agressões.

Fica difícil aceitar que um país, com grande ascensão do poder feminino em vários setores, sofra com o descaso e com a falta de rigor na hora de aplicar penas sobre esses crimes. Se tudo chega nesse ponto, é porque existe a famosa fiança. No caso de Anita, o marido pagou por R$ 183 para ficar livre e cometer o assassinato da ex-mulher.

Como mulher, cidadã e jornalista, não consigo deixar de expressar minha revolta e indignação sobre o assunto. Apesar da revolução na consolidação da Lei Maria da Penha, muitos detalhes ainda precisam ser revistos. Quem agride uma vez, agride sempre. Não é uma simples fiança que vai fazer o sujeito mudar de ideia.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, somente no primeiro trimestre de 2012, foram registrados mais de 30 homicídios, 17 mil lesões corporais e 163 estupros contra mulheres. Até quando esses números vão crescer? Até quando jovens e mães vão ser assassinadas e seus companheiros ficarão foragidos da justiça? Depois do crime ocorrido, não adianta mais. A medida protetiva não é suficiente para conter atitudes de psicopatas. A prisão é o lugar de quem comete qualquer ato violento, seja ele qual for.

Confira a matéria pelo link

* Fonte: Fantástico, 6 de maio de 2012.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Afinal, o que querem as mulheres?

Flores, chocolates, beijos e abraços. Tudo isso ainda é pouco para presentar a mulher que está ao seu lado. Mães, avós, irmãs, namoradas e esposas, todas elas merecem um agradinho
especial no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Desde o ano de 1975, as Organizações das Nações Unidas (ONU) reconheceram a data por meio de um decreto que estabeleceu o dia como uma data fixa em vários países do mundo.

Nas vésperas dessa grande comemoração, a Fundação Getúlio Vargas divulgou uma pesquisa que revela o índice da felicidade na mulher brasileira. A conclusão foi objetiva: as brasileiras são as mais felizes entre as mulheres de 158 países. Foram elas que deram nota 8,98, numa escala que varia de 1 a 10, para a felicidade nos próximos cinco anos. Em segundo lugar ficaram as dinamarquesas. No ranking atual, as brasileiras ocupam o 17º lugar no ranking.

Vários fatores contribuíram para a colocação, uma delas – acreditem – o fato de estar solteira. Os dados mostram que as mulheres que estão solteiras ficaram com o índice de otimismo de 7,28
contra 6,68 das casadas, 6,46 das divorciadas e 5,6 das viúvas. A liberdade na vida pessoal colabora para que elas possam participar mais de festas, eventos, sair com as amigas e ter algumas regalias que um relacionamento sério não permite.

Todo mundo sabe que toda mulher adora uma agitação. Festas, baladas e agitação são sinônimos de compras, várias compras. Oportunidade perfeita para adquirir seus objetos de consumo preferidos: sapatos, bolsas, vestidos, bijuterias, entre outras coisas. Tudo fica mais fácil se você estiver em uma cidade grande, outro item que eleva a felicidade, de acordo com a mesma pesquisa. As mulheres que vivem nos grandes centros classificam seu índice de felicidade futura com nota de 6,74, diferente daquelas que moram em cidades menores, que deram nota de 6,31.

Tudo isso e muito mais podem colaborar para uma vida mais cheia de energia e emoção. Por isso, mulheres de todo o Brasil, não deixem de viver intensamente cada dia. Sempre tenha tempo para os filhos, maridos, trabalho e para você mesmo. Não abra mãos de prazeres que toda mulher precisa viver. Um dia de massagem, uma viagem inesquecível, cuidados especiais com a sua pele, cabelos e corpo. Afinal, todo dia é dia de cuidar de você.